Será que direcionei esforço no lugar errado?
- Marcelo Fiera

- 28 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Saber onde investir-se como recurso — ou aplicar os recursos de um negócio — é sempre uma análise dura, não é?

Muitos acreditam que a resposta está em mapear o oposto: aquilo que não queremos, evitando de forma consciente escolher errado.
Identificar e direcionar esforço e recursos no lugar certo é questão de sobrevivência, afinal, quem nunca escutou a frase "dinheiro não aceita desaforo". Para isso, abre-se mão de oportunidades menos estratégicas, concentrando esforços em uma faixa mais relevante e aderente ao posicionamento da empresa ou da sua própria carreira.
Esse é o grande dilema da segmentação: analisar empresas e consumidores sob diferentes aspectos, com o objetivo de criar grupos homogêneos. Essa prática facilita a personalização das ofertas e aumenta a eficácia das estratégias de marketing para atrair e das de vendas para converter.
Alguns dos principais aspectos utilizados na segmentação B2B:
Demográficos: Porte e CNAE;
Psicográficos: Estilo decisório, valores e crenças corporativas, interesses, cultura, ambições, postura;
Geográficos: Localização, clima, número de funcionários, região;
Comportamentais: Hábitos de compra, frequência, volume, fidelidade e benefícios buscados;
A segmentação torna mais eficaz a geração de leads, concentrando recursos em grupos com maior potencial de conversão. Não basta apenas gerar oportunidades: é preciso qualificá-las e nutri-las, considerando tanto o potencial quanto o valor estratégico.
Parece simples e óbvio, mas muitas empresas ainda direcionam esforços no lugar errado há anos, enquanto outras já perceberam a necessidade de ajustar o foco.
Vamos tomar fôlego e mergulhar mais na segmentação, explorando metodologias como RFV — Recência, Frequência e Valor — para realizar análises horizontais e verticais.
A metodologia RFV é uma das formas mais eficazes de qualificar clientes e direcionar esforços comerciais e de marketing:
Recência: mede há quanto tempo o cliente realizou a última compra ou interação. Clientes recentes tendem a responder melhor a novas campanhas.
Frequência: avalia quantas vezes o cliente compra ou interage em determinado período. Clientes frequentes demonstram maior engajamento e fidelidade.
Valor: considera o montante gasto ou o retorno gerado pelo cliente. Clientes de alto valor são estratégicos para a sustentabilidade do negócio.
Ao cruzar essas três dimensões, é possível realizar análises horizontais (comparando clientes dentro de um mesmo segmento) e verticais (avaliando a evolução de cada cliente ao longo do tempo). Isso permite identificar quem merece maior investimento de relacionamento, quem precisa ser reativado e quais oportunidades devem ou não devem ser priorizadas.
Assim, a segmentação deixa de ser apenas um exercício teórico e se transforma em uma prática concreta de gestão de recursos, maximizando resultados e evitando desperdícios. Falaremos mais adiante...



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