O dilema estratégico das empresas: foco ou expansão?
- Marcelo Fiera

- 26 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Especializar para manter a condição conquistada ou diversificar para reduzir riscos?
Essa é uma das questões mais relevantes — e também mais recorrentes — quando falamos em segmentação de mercado. Afinal, qual é o caminho mais inteligente para sustentar competitividade e crescimento?
Tradicionalmente, mercado é o espaço — físico ou digital — onde compradores e vendedores se encontram para realizar trocas de acordo com seus interesses. Mas o mercado está em constante ebulição: seja por uma inovação tecnológica, novas alianças comerciais, barreiras protecionistas, impostos ou legislações. O fato é que variáveis emergem continuamente, levando marcas e produtos consolidados à obsolescência e abrindo espaço para novos entrantes em territórios antes ocupados — criando oportunidades inéditas.

Dentro de um mercado amplo, surgem mercados menores e mais especializados, que atuam em partes específicas da atividade principal. Esses recortes, derivados da mesma base, são classificados como segmentos de mercado.
Um exemplo claro está na indústria de alimentos: enquanto algumas empresas concentram-se em produtos frescos, outras se especializam em ultraprocessados ou em soluções funcionais e saudáveis.
Assim, o mercado de um produto é formado por todos os agentes que compram e vendem esse item, seja em uma mesma praça ou em diferentes localidades. É nesse espaço de interação, marcado pela mediação de interesses e conflitos, que se estabelecem os padrões, formatos, preços e níveis de serviço, definidos a partir de variáveis como:
Demanda
Disponibilidade
Acesso
Personalização
Sazonalidade
Normas e legislações
Nível de inovação
Origem
Tributação vigente
Condições macroeconômicas (inflação, câmbio, políticas públicas)
Portanto, ao analisar o potencial de um mercado ou ao segmentar para lançar um novo produto, é essencial mapear todos os atores envolvidos:
Quem fornece
Quem consome
A praça ou território
Posicionamento
Formatos e padrões estabelecidos
Concorrentes diretos e indiretos — diferenciais e preço
Reguladores e influenciadores
Barreiras de entrada e saída
Nível de serviço
Segmentar é enxergar além da superfície: é compreender como forças econômicas, tecnológicas e sociais interagem para moldar nichos de oportunidade. O mercado não é estático, é um organismo vivo em constante transformação, e cabe às empresas decidir se devem aprofundar sua especialização para consolidar posição ou diversificar para mitigar riscos e ampliar horizontes.
E a sua empresa, que caminho está escolhendo: manter a posição conquistada em um mercado em transformação ou aproveitar a onda de mudanças para inovar e equilibrar oscilações com novas oportunidades?



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